diff options
Diffstat (limited to 'tutoriais')
| -rw-r--r-- | tutoriais/makefiles.md | 116 | ||||
| -rw-r--r-- | tutoriais/orientacao-a-objetos.md | 88 |
2 files changed, 0 insertions, 204 deletions
diff --git a/tutoriais/makefiles.md b/tutoriais/makefiles.md deleted file mode 100644 index 35d8921..0000000 --- a/tutoriais/makefiles.md +++ /dev/null @@ -1,116 +0,0 @@ -# Como dev, como você dev pensar? -## _Ou como usar makefiles...?_ - -Já vou começando dando um spoiler: _foque no que quer chegar, -não em como chegar_. - -Todo objeto que você quer construir tem o seu propósito, seja um HTML, -um programa nativo ou qualquer coisa. Quando você começa a analisar o -propósito daquilo que você quer construir, você sempre chega nas melhores -descrições do que quer fazer. _Descrição_ é uma palavra chave aqui. - -Se você quer construir um HTML para um blog ou um site, você faz o mais óbvio -pra construir o seu HTML: um bloco de notas, e um HTML. Pronto. Se precisar -fazer outra página, você só dá um ctrl-c/ctrl-v. Até aqui, está tudo certo, -não tem muito o que pensar. Mas agora vamos dizer que você queira fazer -uma mudança na estruturação do seu HTML, talvez adicionar uma header, footer, -um css. Agora essas mudanças precisam ser replicadas manualmente em cada HTML -que você criou. - -Mas temos um computador, podemos automatizar isso, não? Se todas as páginas -terão a mesma base, porquê não dizemos ao computador: construa esse HTML pra mim -usando esses pedaços? E não precisa ser algo grande. - -<pre style="font-family:monospace;color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(243, 243, 243); font-weight: 400; "><span style="color: rgb(136, 0, 0); font-weight: 700;">index.html: header.html.part index.html.part footer.html.part</span> - cat header.html.part index.html.part footer.html.part > index.html</pre> - -E salvamos isso em um arquivo chamado `Makefile` pra que o programa `make` -leia isso pra nós e crie o index.html pra gente. A primeira linha contém o que -nós queremos (index.html) e o que vamos usar pra construir o que queremos. -Logo abaixo, e identado **com tabs**, o comando que queremos executar pra cada -um dos htmls que queremos fazer. - -Com isso, chegamos no conceito de "fonte". -Você pode entender a fonte como fonte de um recurso que um programa precisa pra -construir algo para nós, nós estamos passando o que queremos e os requisitos -para a construção do que queremos. Perceba que nós ainda queremos o HTML -completo, mas agora melhoramos a _descrição_ do nosso HTML para nós focarmos -apenas naquilo que é necessário: um HTML é construído com header, footer e o -nosso conteúdo. Agora podemos só editar o conteúdo, ou a header, ou a footer, -e todo HTML conterá as mudanças que queremos. - -Então fazemos isso para cada arquivo que criamos. - -<pre style="font-family:monospace;color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(243, 243, 243); font-weight: 400; "><span style="color: rgb(136, 0, 0); font-weight: 700;">index.html: header.html.part index.html.part footer.html.part</span> - cat header.html.part index.html.part footer.html.part > index.html - -<span style="color: rgb(136, 0, 0); font-weight: 700;">about.html: header.html.part about.html.part footer.html.part</span> - cat header.html.part about.html.part footer.html.part > about.html</pre> - -Mas estamos no tema de automação usando o computador, não? Ok que reduzimos -bastante a quantidade de mudanças manuais que precisariamos fazer, mas podemos -ir um pouco além disso. - -<pre style="font-family:monospace;color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(243, 243, 243); font-weight: 400; "><span style="color: rgb(136, 0, 0); font-weight: 700;">%.html: header.phtml %.phtml footer.phtml</span> - cat <span style="color: rgb(171, 86, 86); font-weight: 400;">$^</span> > <span style="color: rgb(171, 86, 86); font-weight: 400;">$@</span> -</pre> - -Agora os arquivos deverão ter uma extensão diferente porque o Makefile se -confunde um pouco se usarmos o jeito anterior, porém agora o `make` vai tentar -a executar essa regra para todo *.html que for requisitado. O `$^` significa -todos os requisitos, em ordem que foram declarados, e o <span>$@</span> -significa o nome da output, para fins de tornar essa regra mais genérica. - -Com isso, estabelecemos um padrão para o nosso projeto. Todo HTML é construído -seguindo essa regra: existe um header.phtml, um outro .phtml com a mesmo nome, -e footer.phtml. E não só isso, como ainda podemos prosseguir adicionando mais -regras, e ainda regras sobre arquivos que existem. - -<pre style="font-family:monospace;color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(243, 243, 243); font-weight: 400; "><span style="color: rgb(136, 0, 0); font-weight: 700;">%.html: header.phtml %.phtml footer.phtml</span> - cat <span style="color: rgb(171, 86, 86); font-weight: 400;">$^</span> > <span style="color: rgb(171, 86, 86); font-weight: 400;">$@</span> - -<span style="color: rgb(136, 0, 0); font-weight: 700;">%.phtml: %.md</span> - markdown < <span style="color: rgb(171, 86, 86); font-weight: 400;">$<</span> > <span style="color: rgb(171, 86, 86); font-weight: 400;">$@</span></pre> - -Agora toda vez que um phtml não existir, ele vai tentar criar a partir de um -arquivo markdown. - -Note o que estamos fazendo aqui: nós queremos um arquivo html. Não é o phtml, -não é o markdown, e sim o html final. Os phtmls e os arquivos markdowns são -apenas formas de se chegar no html. E cada vez que adicionamos mais uma camada -de dependência e regras de resolução de dependência, estamos aumentando a -capacidade de descrever o resultado final que queremos. - -O mesmo vale para o seu programa e na arquitetura do seu programa. Quanto mais -você consegue descrever sobre o seu programa, mais você irá notar componentes, -partes que se mantém estáveis, padrões, testes e outras coisas, e notar que essas -coisas existem irá tornar o seu programa mais simples de desenvolver, ou -pelo menos você irá fazer menos cagadas, afinal: você vai estar entendendo o -seu programa. - -Por fim, note que isso resulta em um grafo, mais especificamente uma árvore: - - index.html - | - +--- header.phtml - +--- footer.phtml - +--- index.phtml - - about.html - | - +--- header.phtml - +--- footer.phtml - +--- about.phtml - | - + --- about.md - -Ao notar essa árvore, perceba que nós não só podemos notar padrões mas agora -podemos planejar o que devemos fazer para resolver todos os problemas de forma -geral. - -As conexões também são pontos de resolução de problemas. Perceba aqui que o -`make` é um programa que nós já tinhamos em mãos para resolver as dependências -mas mesmo esses programas precisam de outros pra transformar "simbolos em -outros simbolos". Então não tenha medo de fazer _código que escreve código_, o -seu trabalho sempre foi resolver problemas usando o computador, inclusive os -seus próprios problemas. diff --git a/tutoriais/orientacao-a-objetos.md b/tutoriais/orientacao-a-objetos.md deleted file mode 100644 index b5121c0..0000000 --- a/tutoriais/orientacao-a-objetos.md +++ /dev/null @@ -1,88 +0,0 @@ -# Eu tenho certeza que você, um sênior, não sabe o que é orientação à objetos - -Sabe esse paradigma que aprendemos na faculdade? Os vários macetes, os -famigerados "Padrões de Projeto", o `sujeito.verbo(objeto)` e merdas assim? -Pois é, tá errado. Pelo menos de acordo com Alan Kay, porque Alan Kay não quis -dizer nada disso. - -O negócio é que existem duas "escolas" de orientação à objetos. Uma que veio do -Alan Kay originalmente, e a outra que veio do Simula e que foi mais ou menos -raptado pelo Bjarne Strousturp, o criador do C++, e que veio a ser base do Java -e outras linguagens ditas "orientadas à objetos". Então aqui vou tentar ensinar -sobre o que o Alan Kay realmente quis dizer com orientação à objetos. - -Antes eu quero que você saiba que o _Alan Kay não quis se focar nos objetos._ -Ele até chegou a pedir desculpas por chamar isso de "Orientação a Objetos" -porque isso confundiu muita gente, porém dá pra explicar a orientação a objetos -com um padrão que você já deve ter usado a bastante tempo. Na verdade, se você -quer um TL;DR disso tudo, você pode resumir o que Alan Kay quis dizer à -"Injeção de Dependência embebido com mijo de Chuck Norris", e até a linguagem -que é realmente "Orientada à Objetos", o Smalltalk, tem seus pontos parecidos -com os da programação funcional. Irei usar um pseudo-código parecido com Java -para demonstrar. - -Vejamos esse código aqui: - - shape.getDimensions().getX() - -Isso seria um código bem comum de ver em orientação a objetos, mas qual é a -interpretação que o Alan Kay teria sobre esse trecho? - -O `shape` é um objeto e, como objeto, ele recebe e responde à mensagens, no -caso, shape recebeu a mensagem `getDimensions` sem parâmetros. `shape` -reconhece essa mensagem e dessa mensagem responde com um outro objeto. Então -enviamos `getX` sem parâmetros, e esse objeto pode ou não responder a essa -mensagem. O Alan Kay estava se focando nesse modelo de envio de mensagens e não -no modelo atual de classes. Inclusive quando Alan Kay falou de hierarquias ele -não tava falando de "extensão" de classes como vemos em Java e sim que uma -classe `Foo` responde as mesmas mensagens da classe `Base`. - -Em outras palavras: **A CLASSE NÃO IMPORTA, O QUE IMPORTA É A INTERFACE!** O -que importa é se o `shape` reconhece `getDimensions`, inclusive tem um nome pra -isso, `Duck Typing`: se anda igual pato e quacka igual um pato, é um pato. A -classe, nessa visão, é só uma forma de construir objetos. - -Isso torna umas coisas um pouco mais interessantes. Vejamos esse trecho -de código. - - - fn foo(thing) { - thing.isTrue(() -> { - doThing(thing) - }) - } - -O que `thing` é? Não sei, só sei que `foo` precisa que `thing` reconheça -`isTrue` com um parâmetro de lambda qualquer coisa que o `doThing` reconheça. -Isso torna o `foo` extremamente reaproveitável e é com essa parte que o Alan -Kay quis dizer com "reaproveitamento de código", e agora você entende o porquê -que muitos javeiros adotaram o padrão de fazer getter e setter pra tudo, porque -isso faz uma função depender de uma interface ao invés de uma implementação e -isso faz a função ficar mais reaproveitável (mas vamos ser sinceros, 99% dos -javeiros nem sabem disso, eles só fazem isso porque disseram que sim pra eles, -e nem mesmo Alan Kay gosta dos getters and setters porque as mensagens eram pra -*mandar* no objeto e não *pedir* ao objeto). - -E perceba que eu usei lambda ao invés de ser algo mais procedural, como -`if`/`else`. Isso é porque a orientação a objetos realmente preza em tornar -todo código o mais reaproveitável possível e, ao usar `if`s, como o Java faria, -você torna o seu código um pouco mais rígido ao depender de uma implementação -de uma boolean. OOP do Alan Kay preza tanto por isso que esse mesmo exemplo -ficaria assim em Smalltalk (pelo menos, "aproximadamente" Smalltalk): - - foo: object [ - object ifTrue: [ - self doThing: object - ] - ] - -Não existe `if`/`else` em Smalltalk. E booleans não são tipos primitivos e sim -objetos. Integer, Strings, tudo é um objeto legítimo, com a sua lista de -mensagens que eles devem responder, e é aqui que a "Injeção de Dependência com -mijo de Chuck Norris" se apresenta. E de certa forma, é como nossos servidores -HTTP funcionam. Você não precisa saber se o servidor é feito em Java, C#, PHP, -feito com Spring Boot, Laravel ou algum outro framework. Você só precisa saber -se o servidor responde por um `POST /foo/bar`. - -Isso é orientação à objetos. O resto é só putaria tirada da bunda do -Strousturp. |
